Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Pausa merecida

Este blog entra em um pequeno, porém aguardado recesso. Voltaremos na semana que vem, ou em alguma edição extraordinária.

Abraços e até a volta.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

O marketing e a audiência são mais importantes do que a final da Libertadores


Manda o bom senso que quem assina o cheque sempre tem razão. Quando o assunto em questão são direitos de transmissão de eventos esportivos, esta lógica tem um peso ainda maior. E azar de quem não concordar com o dono do tal talão de cheques.

Depois de um dia maluco na correria pelos preparativos de uma curta, mas aguardada viagem, vejo na internet o tamanho do barulho que está causando a decisão - equivocada, na minhha opinião - da Globo em mostrar para as principais praças do país (leia-se São Paulo e Rio) o jogo Corinthians x Fluminense, válido pela nona rodada do ainda morno Campeonato Brasileiro, deixando apenas para os felizardos que têm tv por assinatura o jogo Estudiantes x Cruzeiro, simplesmente a final da Taça Libertadores, o torneio mais importante de clubes da América do Sul.

Como escrevi acima, a Globo, por ser a dona dos direitos exclusivos de transmissão, tem o direito de passar o jogo que quiser. Como São Paulo e Rio são as capitais estratégicas do ponto de vista de audiência para seus patrocinadores, nada mais lógico do que optar em transmitir o jogo do Corinthians.

Informa o ótimo blog de Erich Beting que das 12 melhores audiências da Globo neste anos, nada menos do que 11 envolviam jogos do Corinthians. São números frios e executivo de televisão pensa com a calculadora na mão e não do ponto de vista da importância do evento esportivo. Mas deveria pensar, sim!

E quem não tem a sorte de poder pagar uma tv por assinatura? E quem não torce para Corinthians ou Flumimense? E quem é cruzeirense e por azar não mora em Belo Horizonte ou em algumas regiões do Nordeste e Norte do Brasil, onde a decisão da Libertadores estará na tv aberta?

A Globo passa o Campeonato Brasileiro todo alardeando que além da briga pelo título, os clubes também buscam o direito de conquistar uma vaga na Libertadores do ano seguinte. E quando chega justamente a decisão da Libertadores, opta por mostrar um jogo cujo valor é infinitamente menor somente pelo fato de não ter um time "bom de audiência"?

Sinceramente, é o fim da picada!

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Pelo fim da preguiça nos blogs

O companheiro Luiz Augusto Lima, do obrigatório Esporte Fino, traz um post (reproduzido abaixo) que serve como uma reflexão do que se tornou uma espécie de mania em muitos blogs jornalísticos: a dos textos escritos em forma quase telegráfica, onde as informações são distribuídas em uma única linha.

Parece um grande verso. Na maioria das vezes, sem a graça e o talento que só os verdadeiros poetas conseguem fazer. Luizinho deixa uma dúvida no ar: será preguiça de ler. Não, amigo, é preguiça de escrever mesmo!



Por que a onda agora é escrever assim,

telegraficamente?

Cada informação, reflexão, em uma única linha.

E dá-lhe parágrafos curtos.

Minúsculos.

É preguiça de ler?

Duvido.

Só sei que as informações interessantes de alguns bons blogueiros vêm assim,

em espécies de versos.

E todo mundo escreve igual.

Adeus, estilo!

Eu não gosto.

Até o Twitter, que exige textos curtos,

premia a criatividade.

Já os blogs serão pasteurizados pelo comodismo?

Perguntar não ofende…

Pelé também faz campanha pelos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016

"Nós já tivemos Olimpíadas nos Estados Unidos, na Europa, mas na América do Sul nunca tivemos. Todos sabem que o Brasil está preparado para os Jogos. Não apenas o Brasil, mas toda a América do Sul"

Pelé, em entrevista à agência Reuters na Nigéria, saindo em defesa da candidatura do Rio para as Olimpíadas de 2016, em mais uma de suas "brilhantes" frases. Sim, porque depois de ler as declarações de Pelé, fico imaginando como seria uma edição dos Jogos Olímpicos no Equador, Bolívia ou Peru.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Confira como foram os 15 títulos de Grand Slam de Roger Federer

2003 - Wimbledon - 3 x 0 Mark Philippoussis (Aus)
2004 - Australian Open - 3 x 0 Marat Safin (Rus)
2004 - Wimbledon - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2004 - US Open - 3 x 0 Lleyton Hewitt (Aus)
2005 - Wimbledon - 3 x 0 Andy Roddick (EUA)
2005 - US Open - 3 x 1 Andre Agassi (EUA)
2006 - Australian Open - 3 x 1 Marcos Baghdatis (Chp)
2006 - Wimbledon - 3 x 1 Rafael Nadal (Esp)
2006 - US Open - 3 x 1 Andy Roddick (EUA)
2007 - Australian Open - 3 x 0 Fernando González (Chi)
2007 - Wimbledon - 3 x 2 Rafael Nadal (Esp)
2007 - US Open - 3 x 0 Novak Djokovic (Ser)
2008 - US Open - 3 x 0 Andy Murray (GBR)
2009 - Roland Garros - 3 x 0 Robin Soderling (Sue)
2009 - Wimbledon - 3 x 2 Andy Roddick (EUA)

Domingo, 5 de Julho de 2009

Roger Federer entra para a história do tênis em seu palco favorito


"Estou muito feliz por ter quebrado o recorde aqui, pois este sempre foi o torneio que mais significou para mim. Meus heróis tiveram muito sucesso aqui"

Tenista suíço Roger Federer, após derrotar o americano Andy Roddick por 3 sets a 2, na final de Wimbledon, e conquistar o 15º Grand Slam de sua carreira, recorde absoluto na história do tênis.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Michael Jackson e o show no Centenário do Corinthians (que quase aconteceu!)


A edição deste sábado do Diário de S. Paulo traz em seu caderno de esportes uma história sensacional, assinada pelo repórter Wagner Vilaron: o cantor Michael Jackson, morto na semana passada, seria o grande astro do show que encerrará as festividades de comemoração do Centenário do Corinthians, no ano que vem.

Abaixo, a íntegra da entrevista exclusiva de Vilaron com o empresário e sócio-diretor da BWA, Walter Balsimelli, explicando os detalhes de como chegaram ao nome do Rei do Pop e sobre as alternativas para encontrar um novo astro da mesma grandeza.

O MEGASHOW VAI CONTINUAR

Wagner Vilaron

Michael Jackson no Centenário do Corinthians. Para muitos soou como piada, sonho ou simples devaneio. O empresário e sócio-diretor do Grupo BWA, Walter Balsimelli, rompeu o silêncio e aceitou falar com o Diário. Responsável pela negociação para trazer o maior astro da história da música pop ao Brasil em 2010, Balsimelli explica em detalhes os motivos de Jackson ter sido o escolhido para protagonizar a festa corintiana, lamenta a morte do astro, mas dá uma ótima notícia ao púbico, corintiano ou não. “O projeto de um grande show para fechar as festividades do Centenário do Corinthians não terminou com a morte dele (Jackson)”, afirmou. “Vamos atrás de um nome tão forte quanto o de Jackson. O projeto está mantido”. E os substitutos? Estão na lista o ex-Beatle Paul McCartney e Steve Wonder.

DIÁRIO - Como surgiu essa idéia de juntar Corinthians e Michael Jackson?
Walter Balsimelli - Minha empresa é a responsável pela organização do carnaval de São Paulo. Certo dia, em uma reunião de negócios com a Playcorp, empresa parceira nossa que promove grandes eventos, como o Réveillon da Paulista, comentei que iria fazer o centenário do Coritiba, evento que levarei shows do Skank, Cláudia Leite e Zezé de Camargo e Luciano, e que em São Paulo estaria com o centenário do Corinthians. Eles (Playcorp) gostaram da idéia, pois há muito tempo gostariam de fazer alguma coisa com o Corinthians. Então marcamos um almoço com o Luiz Paulo Rosenberg, que é do marketing do clube.

A ideia do Michael Jackson foi do Rosenberg?
Não. Nessa reunião ele nos passou algumas diretrizes do que gostaria que fizéssemos e como podíamos fazer. Uma delas nos chamou particularmente a atenção. O Rosenberg nos disse que possuía informações de uma pesquisa que mostrava que 70% dos corintianos são negros. A partir daí começamos a desenvolver a ideia, a proposta.

E como chegaram a Michael Jackson?
Não é segredo para ninguém que nos últimos tempos o Michael Jackson passava por uma grande crise financeira, cheio de problemas mesmo. Existe um grupo muito forte nos Estados Unidos, relacionado à comunidade negra, que estava ajudando o Michael nessa série de 50 shows que ele faria em Londres que tinha como objetivo arrecadar fundos e ajudá-lo. Isso aproximou Michael dessa comunidade. Então achamos que seria um ótimo gancho, que teria tudo a ver com a massa corintiana. Por isso escolhemos o dia 22 de novembro como data do show, pois é o dia da Consciência Negra. Então apresentamos isso para o Rosenberg, ele arregalou os olhos e disse: ‘puxa, vocês não pensam pequeno mesmo’. E aprovou, claro, mandou tocarmos adiante, pois seria um ótimo negócio para todos os lados. O Corinthians fica com uma parte da receita e não gasta nada, nós ficamos com outra e promovemos nosso novo cartão, que serve para entrar tanto em shows como em partidas de futebol.

E como seria o show?
O show vai ser. Infelizmente perdemos o Michael, mas o projeto permanece. Teremos de definir um substituto, um nome tão forte quanto o dele. E a idéia é a mesma. Queremos reunir um milhão de pessoas no Campo de Marte. Esse número entraria para o Livro dos Recordes. O ingresso seria de R$ 30,00. Já tínhamos feitos os contatos e levantado o orçamento. Só a produção ficaria em US$ 8 milhões, somados custos de equipamentos e o cachê do Michael.


E quais outros nomes seriam capazes fazer um milhão de pessoas pagarem para ir ao show?
Temos alguns, mas nada definido. A Madonna está com a imagem um tanto desgastada pelos últimos shows. O U2 é um nome bom, mas me parece que não atinge o público que desejamos, é uma plateia mais elitizada. O Paul McCartney deve fazer show no Brasil em 2010, de repente conseguimos relacionar as duas coisas. Vamos analisar.

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

O drama de duas derrotas, na visão nada imparcial do Diário Gaúcho

Simplesmente sensacional a manchete do Diário Gaúcho desta sexta-feira, captando com perfeição o drama das derrotas de Internacional e Grêmio nesta semana. Isenção jornalística jogada no lixo? Prefiro acreditar que tenham optado em falar diretamente para o seu leitor. Algo muito mais coerente, no meu ponto de vista.